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Outro mito bastante difundido é o de que o cão macho é melhor cão de guarda que a fêmea. Tal mito deve estar ligado à ideia de que um bom cão de guarda deve ser necessariamente muito agressivo, e por uma questão hormonal, os machos são sabidamente mais agressivos que as fêmeas. Em primeiro lugar, o bom cão de guarda não precisa ser agressivo, ele precisa ser valente. Além disso, é certo que muitas fêmeas podem ser muito mais valentes que muitos machos. Não é o sexo do cão que vai determinar sua valentia, mas sim o seu temperamento.


Há aqui uma diferença interessante: as fêmeas costumam guardar as pessoas; os machos guardam o território. Tal diferença provavelmente se dá devido à sua vida selvagem, onde os machos cuidam do território, e as fêmeas dos filhotes e membros mais fracos da matilha.
Outra questão a se abordar na questão da guarda, é que os cães machos podem ser facilmente distraídos se for jogada uma fêmea no cio (ou mesmo simplesmente jogando-se um pano com cheiro de cio) no terreno que ele guarda. O instinto de reprodução é muito forte, e se sobrepõe a todos os outros. Tal macho abandonará seu posto sem pestanejar, indo atrás da fêmea. Já as fêmeas dificilmente podem ser ludibriadas tão facilmente, inclusive por serem mais desconfiadas.
É bom deixar claro que não estou aqui para crucificar os machos e fazer a apologia das fêmeas, só estou colocando claramente que muitos mitos não têm qualquer fundamento.
Em favor dos machos devo falar da sua inegável beleza. Na grande maioria das espécies animais, o macho é infinitamente mais bonito que a fêmea. Como em muitos casos temos muitos machos para poucas fêmeas receptivas, a competição entre eles é muito mais acirrada, fazendo com que em muitas espécies tenhamos machos lindíssimos, e fêmeas absolutamente sem graça. O pavão é um ótimo exemplo: alguém se lembra de ter visto uma fêmea??? Provavelmente não, mas todos nos lembramos daquele “leque” maravilhoso que só os machos têm. No mundo canino não seria diferente. O macho é muito mais forte, robusto; tem um porte mais bonito; e um ar de majestade que a fêmea nem sonha em ter. E, como dizia o nosso querido Vinícius de Moraes “as feias que me desculpem, mas beleza é fundamental”. Frase difícil de negar.
Outra diferença Importante a ser considerada: é muito mais fácil termos um macho-brigão do que uma fêmea brigona. As fêmeas costumam estabelecer a liderança entre elas de forma mais rápida, clara e muito mais duradoura. Ao contrário dos machos, as fêmeas não costumam desafiar a fêmea-líder para tomar-lhe a liderança. Uma vez estabelecida a hierarquia, esta durará muitos anos, ou até que esta fêmea-líder não tenha mais condições físicas para manter este posto. Só então ela será destronada. Isto acaba por determinar um comportamento social muito tranqüilo e menos competitivo entre as fêmeas. E, como é muito improvável que um macho a ataque, se ela for bem socializada, e souber respeitar as regras do mundo canino, não terá muitos problemas nas ruas e praças na companhia de outros cães. Já no caso de um macho, este relacionamento social pode mudar radicalmente quando ele entrar na puberdade.
Uma questão muito importante a ser considerada é que muito dos comportamentos, e características descritas aqui são devidos ao desenvolvimento hormonal dos cães. Por isso mesmo, muitos deles podem ser evitados, ou ainda controlados, através da castração canina

Uma escolha bem feita é aquela feita sobre dados reais, e não sobre mitos. Para descobrir qual é a sua escolha ideal, você precisa analisar racionalmente tais características, e ver quais delas serão mais penosas para você. Pense, e escolha sem pressa. Este é um relacionamento que deve durar no mínimo 10 anos, portanto, é necessário todo cuidado nesta escolha.

Fonte:http://www.dogtimes.com.br

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