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Esta virose, também conhecida como “Tosse dos Canis” (por ocorrer mais freqüentemente em locais onde há grande concentração de animais, como canis) recebe o nome de Parainfluenza por ser transmitida pelo vírus Parainfluenza canino a animais de qualquer idade.


Altamente contagiosa, tem maior incidência no inverno (devido às baixas temperaturas) e é similar à gripe. O vírus ataca o sistema respiratório dos cães causando tosse seca sem catarro, febre, falta de apetite, secreções no nariz e nos olhos, rinite e apatia. A contaminação ocorre pelo contato direto com animais infectados.
Há várias complicações graves que podem decorrer dessa virose como pneumonia, que pode ser fatal em casos de filhotes.
O diagnóstico da doença pode ser feito por meio de exames clínicos e/ou laboratoriais.
O tratamento, além de incluir o uso de antibióticos e outros medicamentos, deve contar com alimentação balanceada, controle da temperatura do ambiente (que deve estar sempre quente) e cuidado ao lidar com o animal. Se todos os procedimentos para o tratamento forem feitos de forma correta, o cão estará livre da doença em duas ou três semanas.
Importante, ainda, é a prevenção contra a Parainfluenza, que é feita por meio da vacinação. Além da vacina múltipla (V8 - que previne contra hepatite, cinomose, parvovirose, leptospirose, parainfluenza, coronavirus), o cão deve receber a vacina anti-rábica e uma dose da vacina que combate a “Tosse dos Canis” a partir do 2º mês de vida, com reforço anual. Esta última é líquida e inserida nas narinas do animal e o protegerá contra a parainfluenza, o adenovirus tipo 2 e a Bordetella (que podem agir em conjunto para a transmissão da doença).


Dr. Maurício Pires