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Por Débora Carvalho Meldau
A hepatite infecciosa canina (HIC), conhecida também como Doença de Rubarth, é uma doença infecto-contagiosa viral que atinge os cães e outros canídeos, assim como animais da família Ursidae. Seu agente etiológico é o adenovírus canino 1 (CAV-1).
Esta doença foi, primeiramente, descrita em raposas e só depois em cães. Apenas no ano de 1947, Rubarth levou em conta a possibilidade de se considerar a encefalite enzoótica das raposas e a hepatite infecciosa dos cães como sendo a mesma doença.



Sua transmissão se dá através da via oronasal, sendo que este vírus encontra-se em todos os tecidos e durante a infecção, é eliminado através de todas as secreções corporais. É eliminado durante 6 a 9 meses na urina após o animal se recuperar. É extremamente resistente à disseminação e à inativação, permitindo ser disseminado através de fômites e ectoparasitas.
Depois que entra no organismo do hospedeiro, este vírus se dissemina para todos os tecidos, alojando-se especialmente nos hepatócitos e células endoteliais. As lesões causadas nestas últimas células podem afetar qualquer tecido, mas afeta preferencialmente endotélio da córnea ocular, glomérulos renais e endotélio vascular.
Os sinais clínicos apresentados pelos animais afetados caracterizam-se por: febre, vômitos, diarréia, dor abdominal, faringite, linfadenopatia, edema cervical, tosse e diátese hemorrágica (petéquias e equimose epistaxe, melena). Pode haver também a presença de sinais nervosos, no Sistema Nervoso Central, como: desorientação, depressão, coma e ataques convulsivos, sendo estes devido à encefalopatia hepática de hipoglicemia ou de encefalite não-supurativa
Quando for o caso de infecção aguda, ou após uma recuperação de infecção inaparente os sinais apresentados podem ser um edema de córnea (também conhcida como “olho azul da hepatite”) e uveíte anterior.
O diagnóstico é feito através de exames sorológicos, de isolamento do vírus, imunofluorescência ou histopatologia.

O tratamento recomendado é o suporte até que possa começar a haver recuperação a partir do estágio agudo da HIC e regeneração hepática, sendo feito através de fluidoterapia com soluções de potássio e dextrose, além do tratamento da encefalopatia hepática e a administração de antibióticos para infecções bacterianas secundárias
A profilaxia da HIC é feita através da vacinação, que é  altamente efetiva, sendo administrada pelo menos duas doses em um intervalo de 3 a 4 semanas, depois com 8 a 12 semanas e, por último, com 12 a 14 semanas de vida. É recomendada a vacinação anual, embora a imunidade inicial permaneça por toda a vida do animal