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A Parvovirose é uma das viroses mais conhecidas e mais contagiosas entre os cães domésticos, sendo também chamada de
Enterite Canina Parvoviral.
Ataca mais cães jovens do que adultos, pelo fato destes últimos serem mais resistentes pela imunidade naturalmente
adquirida.


Apresenta alta mortalidade, cerca de 80%, principalmente entre cães jovens e de raças puras ou animais fracos ou
debilitados por verminoses ou outras moléstias, inclusive carenciais.
A doença é causada por um vírus classificado entre outros que atacam ratos, porcos, gado e o homem.
Existe uma pequena possibilidade de infecção no homem pelo parvovírus aparentemente combinado com outros adenovírus,
causando alterações no trato respiratório superior e olhos. Entretanto, no homem não há gravidade e conseqüências que se
apresentam para os cães.
No cão, a doença se estabelece principalmente no aparelho digestivo, provocando elevação da temperatura, podendo atingir
41ºC, e em animais mais velhos pode ocorrer diminuição da temperatura. Nessa fase o animal se torna sonolento e sem
apetite, logo após tem início o vômito e diarréia escura com sangue e odor fétido. Alguns animais apresentam também
tosse, além de inchaço nos olhos ou inflamação da córnea (conjuntivite).
O coração do animal também se inflama (Miocardite), principamente quando o animal é jovem, causando morte em geral
repentina de evolução rápida, às vezes em questão de dias ou até horas.
DIAGNÓSTICO

O diagnóstico deve ser feito também através de exames laboratoriais, pois existem algumas verminoses e intoxicações que
podem ser confundidas com a parvovirose, se muito intensas.
Uma vez diagnosticada a Parvovirose, o animal doente deve ser isolado de outros animais e mesmo do homem, afim de
impedir a propagação do mal.

TRATAMENTO

O tratamento dos cães acometidos deve ser feito na clínica veterinária e consiste basicamente na aplicação via parenteral e
mesmo oral de soluções isotônicas de sais minerais, glicose e vitaminas ajudando assim na recuperação do animal e
prevenindo sua desidratação pelos vômitos e diarréias que são freqüentes e profusos, durante a evolução da doença.
Antibióticos devem também ser administrados para prevenirem ou combaterem as infecções secundárias que se associam à
virose, não tendo entretando, qualquer ação contra o vírus causal. Antieméticos e antiácidos também são usados na
recuperação do animal.
O tratamento, como no caso de outras viroses, visa dar suporte aos animais para que eles consigam reagir. O período de
incubação pode chegar a 12 dias e o animal que sobreviver à doença ficará imunizado temporariamente.

PREVENÇÃO

Para a prevenção da virose existe vacina especificamente preparada por cultura do vírus em ovos embrionários, vacinas
essas que conferem imunidade satisfatória, sendo tais vacinas classificadas como de vírus vivo atenuado por passagem em
meio de cultura.

IMUNIZAÇÃO
A vacina contra a Parvovirose deve ser aplicada de preferência nas fêmeas antes da cobertura, pois terão sua imunidade
aumentada para que durante a gestação tenham a oportunidade de através da placenta conferirem a seus futuros filhotes
uma razoável imunidade passiva.
Posteriormete ao parto, durante a amamentação, tal imunidade conferida pela vacina aplicada na mãe será transmitida aos
filhotes recém-nascidos, pelos anticorpos contidos principamente no primeiro leite, o colostro, protegendo então os filhotes
contra a doença até que tenham idade suficiente para que possam ser imunizados com a mesma vacina.
A primeira dose da vacina deve ser aplicada nos filhotes 15 dias após o desmame, por volta de 45 dias de vida.
Confira nosso esquema de vacinação
Revacinações anuais são também recomendadas, tanto aos filhotes quanto aos animais mais velhos susceptíveis de também
virem a contrair a doença.
No caso de alguém que tenha perdido recentemente um animal pela doença, recomenda-se que um novo cão somente seja
trazido para o mesmo ambiente contaminado após um período de tempo que permita, não apenas que o novo cãozinho
tenha adquirido a imunidade necessária para sua proteção como também a desinfecção do ambiente contaminado. A
desinfecção doméstica ainda é um problema muito sério em relação ao parvovírus, o qual é altamente resistente,
principalmente em ambientes que não recebem sol diretamente.
A parvovirose não deixa sequelas e o animal curado ganha peso e volta a se desenvolver. Porém, apesar de contarmos com
recursos como soro e plasma hiperimunes, que conferem ao animal anticorpos já prontos no tratamento da parvovirose, ela
é uma doença que ainda mata muitos filhotes.